terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Indenizações por morte no trânsito crescem 24% em relação a 2016

O número de indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro Dpvat) entre janeiro e novembro chegou à marca de 355.238, um decréscimo de 9% em relação ao mesmo período de 2016. No entanto, quando avaliada somente a natureza da indenização, os casos de morte cresceram 24% em relação ao mesmo período do ano passado, correspondendo a 37.492 indenizações.

Os dados foram divulgados nessa segunda-feira (11) pela Seguradora Líder, administradora do Seguro Dpvat. Na cobertura por invalidez permanente, total ou parcial, foram registradas 263.923 ocorrências. Embora representem o maior volume de indenizações pagas no período, esse montante foi 15% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a Seguradora Líder, a redução de quase 10% no total de indenizações pagas, em comparação com o mesmo período de 2016, reflete, por um lado, a conscientização da população; e, por outro, o rigor adotado pela companhia para combate a fraudes. De acordo com a empresa, foram evitadas, de janeiro a outubro, perdas de R$ 831,9 milhões, sendo R$196,7 milhões em indenizações indevidas não pagas por fraudes comprovadas.

“O Seguro Dpvat é de todos os brasileiros e tem como principal missão amparar as vítimas em momentos de vulnerabilidade. Por isso, estamos investindo em modernização de sistemas e no uso de tecnologias de última geração para pagar certo a quem tem direito”, afirmou, em nota, Ismar Tôrres, diretor-presidente da Seguradora Líder.

Motocicletas

No período de janeiro a novembro de 2017, os acidentes com motocicletas foram responsáveis por 74% das indenizações pagas pelo Seguro Dpvat. A região Nordeste continua com o maior número de casos de acidentes envolvendo este tipo de veículo, que responde por 63% das mortes no trânsito na região. A empresa destaca que as motocicletas representam apenas 28% da frota do país.

De janeiro a novembro, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas do sexo masculino, mantendo o mesmo perfil identificado em anos anteriores. Pessoas com idades entre 18 e 34 anos foram as mais atingidas no período, representando 49% do total, o que corresponde a cerca de 172 mil indenizações pagas.

Texto: Ana Cristina Campos / Agência Brasil

Foto: Internet

Indenizações por morte no trânsito crescem 24% em 2017

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Negros brasileiros não têm por que comemorar Declaração dos Direitos Humanos

Os dados oficiais sobre a população negra no Brasil indicam que esta é a parcela mais afetada pelos altos índices de violência da sociedade e a mais sujeita à violação de direitos. Os negros são maioria nos presídios e entre as vítimas de homicídios, ao mesmo tempo em que têm menos acesso à saúde e à educação e compõem o segmento mais pobre da população.

Nestes e em outros aspectos, tal realidade viola o primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que completa 69 anos neste domingo: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

O Artigo 3 da declaração, segundo o qual “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”, também está longe de ser cumprido no Brasil.

Os negros (pretos e pardos) são a maioria da população brasileira, representando 53,6% da população em 2014, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também são a maioria entre os mais pobres. Entre os brasileiros que compõem o grupo dos 10% mais pobres, com renda média de R$ 130 por pessoa na família, 76% eram negros em 2015. Ou seja, três em cada quatro pessoas que estão entre os 10% mais pobres do país são negras.

Texto: Maiana Diniz / Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

 População negra é a mais afetada pela violência no Brasil 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Tarifa branca de energia entra em vigor dia 1º de janeiro de 2018

Com entrada em vigor prevista para 1º de janeiro de 2018, a tarifa branca de energia elétrica pode representar uma diminuição no valor da conta de luz para os que consumirem menos nos horários de pico (entre as 19h e as 21h. A adesão é opcional).

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) alerta aqueles que queiram aderir à tarifa para que levem em consideração seu perfil de consumo, sob pena de verem o efeito contrário, com aumento na conta.

O presidente da Abradee, Nelson Leite, sugere que, antes de optar pela tarifa branca, o consumidor analise o próprio perfil e hábitos de uso da energia elétrica ao longo do dia. “Não é uma decisão simples. Ela envolve alguns cálculos e algumas estimativas do consumidor”, disse Leite hoje (6), durante o lançamento de uma cartilha explicativa elaborada pela instituição, com respostas para as dúvidas dos consumidores em relação à medida.

A nova modalidade permite ao consumidor pagar tarifas diferenciadas de acordo com a hora do dia. Na primeira fase, poderão adotar a tarifa os consumidores de de baixa tensão, como residências, pequenos comércios e indústrias, com consumo médio mensal superior a 500 quilowatts-hora (KWh). Em média, o consumo das famílias brasileiras é de 160 kWh/mês.

Nos horários de pico, a tarifa terá um valor mais alto. Fora desse horário, o preço cobrado será mais baixo. Também haverá uma tarifa de cobrança intermediária que valerá uma hora antes do início do horário de pico, entre as 18h e as 19h, e depois, entre as 21h e as 22h.

Inicialmente, a medida atingirá uma pequena parcela dos consumidores brasileiros. No primeiro momento, poderão aderir à tarifa branca cerca de 4 milhões de unidades consumidoras, o que representa cerca de 5% de tais unidades, estimou Leite.

Em janeiro de 2019 poderão aderir à nova tarifa aqueles que tenham média anual de consumo maior que 250 kWh/mês. Já a partir de 2020, a modalidade estará aberta a todas as unidades consumidoras, com exceção daquelas de baixa renda, beneficiadas pela tarifa social.

O consumidor deverá fazer a adesão na concessionária de energia que atende a sua cidade. Após análise do pedido, a concessionária tem 30 dias para fazer a troca do medidor de energia, no caso de unidades consumidoras já existentes, ou os prazos e procedimentos padrão para novas solicitações de fornecimento.

Texto: Luciano Nascimento / Agência Brasil

Foto: Internet

Tarifa branca de energia entra em vigor dia 1º de janeiro

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Copom define nesta quarta-feira (6) nova taxa básica de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) volta a se reunir nesta quarta-feira (6), com a expectativa de redução da taxa básica de juros, a Selic. A primeira parte da reunião, a última de 2017, foi realizada ontem (5) e nesta quarta-feira, por volta das 18h20, será divulgada a decisão da diretoria do BC.

A taxa básica de juros poderá chegar ao menor nível da história. Com a inflação mais baixa, a expectativa de instituições financeiras é de que a taxa seja reduzida de 7,5% para 7% ao ano.

Se a expectativa se confirmar, será o décimo corte seguido na taxa básica. Em outubro, o Copom reduziu, por unanimidade, a Selic em 0,75 ponto percentual, de 8,25% ao ano para 7,5% ao ano. Com essa redução, a taxa se igualou ao nível de maio de 2013.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, o menor nível da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015, patamar mantido nos meses seguintes. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.

A expectativa do mercado financeiro é de que a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), termine este ano em 3,03%, quase no piso da meta (3%). Essa meta tem como centro 4,5%. Para 2018, a previsão é de que a inflação fique um pouco maior, mas ainda abaixo do centro da meta, em 4,02%.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

Texto: Kelly Oliveira / Agência Brasil

Foto: Internet

Copom define nesta quarta-feira nova taxa básica de juros

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Profissionais podem se inscrever até nesta terça-feira no programa Mais Médicos

Os médicos formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no país poderão se inscrever na nova etapa do programa Mais Médicos até às 18h desta terça-feira (5), por meio do Sistema de Gerenciamento de Programas (SGP) no site do Mais Médicos.

O novo edital para o programa foi reaberto nessa segunda-feira (4) pelo Ministério da Saúde em razão de um erro na divulgação do prazo limite para a adesão dos profissionais que era 30 de novembro, mas constava como 1º de dezembro na divulgação do site do programa Mais Médicos.

O profissional interessado em participar, inclusive aqueles cuja inscrição não foi finalizada no período inicial, poderão acessar o SGP e submeter-se à chamada pública, observando as regras estabelecidas no edital. Caso o profissional já esteja com a inscrição validada poderá escolher até quatro cidades de preferência e concorrer às vagas, de acordo com critérios de classificação e demais normas do edital.

A publicação do número de vagas e municípios está prevista para 8 de dezembro, junto à relação de profissionais com inscrição validada nesta primeira fase. Estes poderão indicar municípios de interesse entre os dias 11 e 12 de dezembro.

Após o resultado da alocação, os médicos deverão confirmar o interesse nas vagas. A partir da segunda semana de janeiro de 2018 está prevista a apresentação dos profissionais nos municípios para homologação e início das atividades.

Do total de médicos participantes do programa atualmente, 47,1% são profissionais da cooperação com a Organização Pan-America de Saúde (Opas), 45,6% brasileiros formados no Brasil ou no exterior e 4,16% são intercambistas estrangeiros. Cerca de 63 milhões de brasileiros recebem atendimento pelos profissionais do Mais Médicos.

Texto: Júlia Buonafina / Agência Minas

Foto: Ilustrativa 


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Brasil sedia encontro internacional para discutir despoluição dos transportes

O primeiro Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte reunirá em Brasília, a partir desta quarta-feira (6), especialistas do Brasil e do exterior para debater diferentes experiências e estratégias de descarbonização do transporte em diferentes países.

A descarbonização está sendo discutida por países como o Brasil, que enfrentam crescente poluição em avenidas dentro e fora das cidades. O tema ocupa o centro das discussões desde que o Acordo de Paris colocou em marcha um movimento global para reduzir as emissões dos gases causadores do efeito estufa nas diversas atividades econômicas.

No Brasil, o transporte responde por praticamente metade (48%) das emissões de todo o setor de energia, segundo os últimos dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, que detectou aumento de 4% no consumo de gasolina em veículos leves, enquanto o etanol caiu 10% em 2016.

Entre os conferencistas internacionais confirmados estão Harry Lehmann, diretor-geral do Serviço Federal do Ambiente da Alemanha (Umweltbundesamt), Carolina Tohá, ex-prefeita de Santiago (Chile) e co-presidente do Grupo Consultivo de Alto Nível em Transportes Sustentáveis da Secretaria-Geral das Nações Unidas – UNSG, e José Mendes, secretário de Estado adjunto e do Ambiente de Portugal, que acaba de lançar, na COP23, a Aliança para a Descarbonização do Transporte (TDA) – um esforço de várias nações, como França, Holanda, Costa Rica e Portugal, além de empresas como Michelin e Itaipu Binacional.

Entre os conferencistas nacionais estão confirmadas as participações de Martha Martorelli, gerente de Planejamento da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades; Clarice Linke, diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento - ITDP Brasil; Juliana Karina Pereira Silva, da Gerência de Meio Ambiente da Empresa de Planejamento Logístico – EPL; Leandro Siqueira, diretor de Desenvolvimento do Produto e Gerenciamento de Portfólio da Volkswagen/MAN; Aline Cavalcante, cicloativista e coordenadora da Coalizão Clima e Mobilidade Ativa; Plínio Nastari, presidente da Datagro, Sugar & Ethanol Market Analysis. Os organizadores aguardam a confirmação da presença de Maurício Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil e do senador Jorge Viana.

O Encontro Internacional sobre Descarbonização do Transporte é organizado pela Embaixada da Alemanha, o Instituto Clima e Sociedade e o Instituto de Energia e Meio Ambiente.

Texto: José Romildo / Agência Brasil

Foto: Internet 

Encontro será realizado a partir desta quarta-feira no DF

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ANS suspende venda de 31 planos de saúde de 10 operadoras

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou nessa quinta-feira, dia 30 de novembro, a lista dos 31 planos de saúde de 10 operadoras que terão a comercialização suspensa devido a reclamações recebidas no terceiro trimestre de 2017 relativas à cobertura assistencial, como negativas e demora no atendimento. A medida entra vigor no dia 8 de dezembro e garante que os 167,7 mil beneficiários dos planos suspensos neste ciclo continuem a ter assistência regular.

A ANS recebeu 15.912 reclamações de natureza assistencial entre o dia 1° de julho e 30 de setembro e considerou 14.138 queixas para análise. No período, 92% das reclamações foram resolvidas pela mediação feita pela ANS via Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), que busca uma solução mais rápida do problema. Os casos não resolvidos viram processos contra as operadoras e também são contabilizados para a suspensão da comercialização.

A suspensão está prevista pelo Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, com o objetivo de garantir atendimento de qualidade aos beneficiários. A ANS monitora as reclamações feitas pelos usuários e a cada três meses identifica as operadoras e planos com maior número de reclamações assistenciais, levando em conta também o número de beneficiários e a segmentação assistencial. Após suspensos, os planos afetados só podem voltar a ser comercializados para novos clientes se comprovarem a melhoria no atendimento.

Neste ciclo, 27 planos de saúde de sete operadoras que comprovaram melhoria nos serviços prestados foram reativados ou parcialmente reativados.

Transparência

As informações sobre o programa de monitoramento por operadora são públicas. O consumidor pode conferir o histórico das empresas antes da compra e saber se ela teve planos suspensos ou reativados. Além disso, é disponibilizado um panorama geral com a classificação de todas as operadoras

Quem busca informações sobre planos ou precisa entrar em contato com a ANS pode acessar os canais de atendimento da agência na internet ou ligar para 0800 7019656.

Texto: Maiana Diniz / Agência Brasil

Foto: Internet

ANS suspende venda de 31 planos de saúde de 10 operadoras