O Instituto
Mineiro de Agropecuária (IMA) possui uma rede laboratorial qualificada
para realizar exames e diagnósticos de apoio a diversos segmentos da atividade
agropecuária. Esta rede é composta pelos laboratórios de Saúde Animal (LSA) em
Belo Horizonte e de Química Agropecuária (LQA) no entreposto da Ceasa em
Contagem.
Aptos a realizarem
um variado leque de diagnósticos, esses laboratórios dão suporte às ações de
fiscalização realizadas pelo IMA e contribuem para a prevenção e controle de
doenças que podem acometer os rebanhos e de pragas que podem surgir nas
lavouras. Dão suporte também para a garantia da qualidade de produtos
agropecuários. Os laboratórios também atendem à solicitação de análises de
amostras procedentes de outros estados.
Em 2016 os dois
laboratórios analisaram cerca de 34 mil amostras. “O trabalho realizado pela
rede laboratorial constitui um elo fundamental nas ações de defesa agropecuária
implementadas pelo IMA. Esse trabalho contribui, inclusive, para que Minas
Gerais mantenha o status de área livre de febre aftosa com vacinação e de peste
suína clássica (PSC) junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e esteja
livre também de sigatoka negra há dez anos”, argumenta o diretor-geral do
Instituto Marcílio de Sousa Magalhães.
Pioneirismo
Os laboratórios do
IMA se destacam em âmbito nacional pelo seu pioneirismo em algumas áreas e uma
quase exclusividade na realização de alguns exames. É o que acontece, por
exemplo, com o Laboratório de Saúde Animal, o primeiro no Brasil a habilitar-se
para realizar o diagnóstico de raiva dos herbívoros e de Encefalopatia
Espongiforme Transmissível (EET) ou doença da “vaca louca”.
No caso deste
último, somente outros dois laboratórios no Brasil estão aptos a realizarem
esse diagnóstico: o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Recife e a Agência de Defesa
Agropecuária do Paraná (Adapar) em Curitiba.
O LSA se destaca
na realização dos exames para o trânsito de animais susceptíveis à febre
aftosa, o que, no Brasil, é feito também somente pelo Instituto Biológico de
São Paulo. Em Minas Gerais, somente o laboratório do IMA realiza os
exames de animais nas Granjas de Reprodutores Suídeos Certificadas (GRSC).
O acompanhamento
nestas granjas é importante porque são animais de primeira linha criados em
estabelecimentos livres de doenças incluindo a Peste Suína Clássica (PSC).
“Os exames e
diagnósticos realizados no LSA são importantes porque auxiliam os trabalhos de
fiscalização e monitoramento de possíveis doenças em rebanhos. Eles dão suporte
para a adoção das medidas preventivas e de controle em caso de notificação de
casos suspeitos”, argumenta a gerente do LSA Marilda Martins.
Os exames
realizados no LSA estão disponíveis para todo o país e incluem também anemia
infecciosa equina; brucelose; tuberculose, leptospirose; doença de Aujeszky e
sarna.
Suporte para o
campo
O Laboratório de
Química Agropecuária (LQA) também se destaca em âmbito nacional, atendendo à
solicitação de análises fitossanitárias de diversas regiões do país,
principalmente na detecção e identificação de insetos e de nematoides em raízes
de café.
“O LQA foi o
primeiro laboratório fitossanitário credenciado pelo Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa) para realizar esse tipo de análise e um dos
primeiros a solicitar a acreditação pelo Inmetro para o ensaio de detecção e
identificação de insetos”, informa o responsável pela Unidade de Gestão da
Qualidade, Alexandre Soares.
O LQA
realiza a análise de amostras de produtos enviadas por fiscais do IMA coletados
em estabelecimentos produtores como propriedades rurais e indústrias da área urbana
ou rural. “Os fiscais precisam do respaldo das análises realizadas pelo
laboratório como subsídio para a adoção da melhor atitude em cada caso”,
explica Soares.
Como exemplo de
atuação do IMA inclui-se a análise de resíduos por agrotóxicos em hortifrutícolas,
que identifica se os níveis utilizados estão dentro do limite estabelecido pela
legislação e o uso de produtos não autorizados para determinada cultura.
Outro exemplo é a
análise para a detecção e identificação de pragas quarentenárias em produtos
agrícolas - vegetais, produtos armazenados e madeiras, entre outros -, visando
o trânsito no estado de Minas e suas fronteiras. Esse trabalho relaciona-se
também com a importação e exportação, tendo como função primordial prevenir uma
disseminação desordenada e minimizar o potencial dano econômico que poderia
ocorrer ao produtor e à sociedade.
No LQA estão
disponíveis para os produtores as seguintes análises: físico-químicas e
microbiológicas de produtos de origem animal e água; composição de fertilizantes
e corretivos, físico-químicas de solos agrícolas e da formulação de
agrotóxicos, além dos já citados identificação de insetos e ácaros. E ainda:
detecção de fungos e nematoides e a análise da contaminação de alimentos
decorrente do uso de agrotóxicos.
Todos os serviços
e taxas podem ser consultadas em www.ima.mg.gov.br no link dos
laboratórios.
Texto e Foto:
SEGOV
Laboratórios do IMA se destacam em âmbito nacional

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