As partículas carregadas de toxinas, liberadas
durante queimadas na Amazônia, se inaladas involuntariamente por longo período,
podem causar estresse oxidativo das células e danos genéticos irreversíveis,
resultando até mesmo em câncer de pulmão.
A descoberta
é resultado de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São
Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Fundação
Oswaldo Cruz e Universidade Federal de Rondônia (Ufro).
A pesquisa é
referente a uma tese de doutorado da bióloga Nilmara de Oliveira Alves, da USP.
A equipe coletou amostras de material particulado fino em Porto Velho, uma das
áreas mais afetadas pelas queimadas na região amazônica.
Para
entender como ocorre a contaminação, os pesquisadores expuseram em laboratório
linhagem de células pulmonares às partículas, compostas por material tóxico, em
concentração semelhante com as encontradas nas queimadas da Amazônia,
analisadas com técnicas bioquímicas avançadas.
Essas
análises permitiram medir o grau de inflamação e de lesão no DNA. Foi
comprovado que o dano no DNA pode ser tão grave a ponto de a célula perder o
controle e começar a se reproduzir desordenadamente, evoluindo para câncer de
pulmão.
Texto: Marcia Wonghon / Agência Brasil
Foto: Divulgação / Doug Morton /
Nasa
Fumaça das queimadas da Amazônia pode causar câncer

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