Projeto de lei que proíbe a venda
de refrigerantes nas escolas do ensino fundamental, do 1° ao 9° ano, foi
aprovado nessa terça-feira (8) pela Comissão de Constituição e de Justiça da
Câmara (CCJ). O projeto está pronto para ser votado no plenário da Câmara e, se
for aprovado, será encaminhado ao Senado para apreciação.
De
autoria do deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que é primeiro vice-presidente da
Casa, recebeu parecer favorável do relator, Luiz Couto (PT-BA), e foi aprovado
pelos membros da CCJ. De acordo com o relator, a proposta vem em bom momento,
“tendo em vista os riscos relacionados ao excesso de consumo de bebidas
açucaradas e o aumento dos casos de sobrepeso e de obesidade”. O relator
afirmou que a lei que trata da alimentação escolar estabelece que a merenda
deve seguir princípios de alimentação saudável e adequada.
Na
justificativa do projeto, Fábio Ramalho afirma que obesidade infantil vem
crescendo e, com ela, as preocupações dos pais em fazerem com que seus filhos
percam peso e evitem danos à saúde. “Um dos grandes vilões da obesidade
infantil é o consumo indiscriminado de alimentos de alto teor energético e
pouco nutritivos. Estudos demonstram que uma das maiores fontes de gordura e
açúcar na dieta infantil vem dos lanches escolares, que cada vez mais se reduzem
a alimentos industrializados e pouco saudáveis, quando não nocivos à saúde,” disse.
Em
outro trecho da justificativa, o deputado afirma que a obsedidade infantil vem
acompanhada, em muitos casos, de múltiplas complicações como o diabetes, o
aumento dos níveis de colesterol no sangue, a hipertensão arterial e outros
problemas cardiovasculares. Segundo o texto, a obsesidade já atinge cerca de
10% das crianças brasileiras.
Texto: Iolando Lourenço /
Agência Brasil
Foto: Arquivo / Agência
Brasil
Refrigerantes podem ter venda proibida nas escolas

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