sexta-feira, 28 de julho de 2017

Deputado Fabiano Tolentino é favorável à CPI do Mineirão

O Deputado Fabiano Tolentino (PPS) assinou o pedido para instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mineirão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Ele se posicionou favorável à investigação sobre a denúncia exibida em reportagem veiculada pela Rede Globo, que mostra o empresário Joesley Batista, proprietário da JBS, declarando em delação premiada que o estádio Mineirão foi usado para repassar R$ 30 milhões ao governador Fernando Pimentel, em 2014. Na reportagem, Batista também fala que foi orientado pelo governador a comprar 3% das ações do estádio através da HAP Engenharia, integrante do consórcio Minas Arena.

Para Tolentino, quem erra tem que pagar. “A CPI, sugerida pelo Deputado Sargento Rodrigues (PDT), teria como objetivo a apuração dessas denúncias. Sou favorável à CPI do Mineirão, pois entendo que se o nome do governador de Minas foi citado em uma grave denúncia que envolve um dos nossos maiores patrimônios, tem que ser investigado sim”, explicou o deputado.

Segundo informações da ALMG, a CPI do Mineirão foi protocolada na casa no mês de maio de 2017. Os deputados tentaram recolher as 26 assinaturas necessárias para instalar a investigação, mas apenas sete deputados foram favoráveis.

Tolentino não se conforma com a falta de decoro da casa. Segundo ele, a corrupção não deve escolher “coloração partidária” e a punição rigorosa na forma da lei deve ser para todos.

Entenda a denúncia contra Fernando Pimentel

O empresário Joesley Batista, um dos donos do frigorífico JBS, disse em seu acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) que teria repassado R$30 milhões em propina para o governador mineiro Fernando Pimentel (PT). A transação teria ocorrido em outubro de 2014 e envolveria o estádio Mineirão. Na época, Pimentel era candidato ao governo de Minas Gerais e venceu a eleição.

Segundo Joesley, o pedido do montante foi feito por intermédio de Edinho Silva (PT), que na ocasião era o tesoureiro da campanha de reeleição de Dilma Rousseff à presidência da República. O empresário disse que também tratou do assunto com Dilma, que teria confirmado a necessidade do repasse e recomendado que Pimentel fosse procurado.

Joesley e o atual governador mineiro teriam se encontrado no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O dono da JBS disse em depoimento ter recebido a orientação de fazer o pagamento dos R$30 milhões por meio da compra de participação de 3% na empresa que detém a concessão do Mineirão. Ele teria sido apresentado ainda no aeroporto ao dono de uma construtora. "Nos contratos, agora nós somos donos de 3% do estádio. E eu acho que esse rapaz de alguma forma passou o dinheiro para o Pimentel", disse o empresário em seu depoimento à PGR.

Segundo documentos entregues por Joesley à PGR, a construtora mencionada é a HAP Engenharia. Ela é acionista da Minas Arena, concessionária responsável pela reforma do Mineirão para a Copa do Mundo de 2014 e atual administradora do estádio.

Investigado na Operação Lava-Jato, Joesley Batista teve seu acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada. Ele e seu irmão, Wesley Batista, prestaram depoimentos que comprometem políticos de diversos partidos e entregaram também gravações de conversas com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e com o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Por decisão do STF, Aécio teve seu mandato suspenso.

Texto e Foto: Assessoria de Comunicação do Deputado Estadual Fabiano Tolentino

Com informações da Agência Brasil 

Deputados Fabiano Tolentino (E) e Sargento Rodrigues (D) 

Nenhum comentário:

Postar um comentário