O Deputado Fabiano Tolentino (PPS) assinou o
pedido para instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Mineirão
na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Ele se posicionou favorável à
investigação sobre a denúncia exibida em reportagem veiculada pela Rede Globo,
que mostra o empresário Joesley Batista, proprietário da JBS, declarando em
delação premiada que o estádio Mineirão foi usado para repassar R$ 30 milhões
ao governador Fernando Pimentel, em 2014. Na reportagem, Batista também fala
que foi orientado pelo governador a comprar 3% das ações do estádio através da
HAP Engenharia, integrante do consórcio Minas Arena.
Para Tolentino, quem erra tem que pagar. “A CPI,
sugerida pelo Deputado Sargento Rodrigues (PDT), teria como objetivo a apuração
dessas denúncias. Sou favorável à CPI do Mineirão, pois entendo que se o nome
do governador de Minas foi citado em uma grave denúncia que envolve um dos
nossos maiores patrimônios, tem que ser investigado sim”, explicou o deputado.
Segundo informações da ALMG, a CPI do Mineirão
foi protocolada na casa no mês de maio de 2017. Os deputados tentaram recolher
as 26 assinaturas necessárias para instalar a investigação, mas apenas sete
deputados foram favoráveis.
Tolentino não se conforma com a falta de decoro
da casa. Segundo ele, a corrupção não deve escolher “coloração partidária” e a
punição rigorosa na forma da lei deve ser para todos.
Entenda a
denúncia contra Fernando Pimentel
O empresário Joesley Batista, um dos donos do
frigorífico JBS, disse em seu acordo de delação premiada firmado com a
Procuradoria-Geral da República (PGR) que teria repassado R$30 milhões em
propina para o governador mineiro Fernando Pimentel (PT). A transação teria
ocorrido em outubro de 2014 e envolveria o estádio Mineirão. Na época, Pimentel
era candidato ao governo de Minas Gerais e venceu a eleição.
Segundo Joesley, o pedido do montante foi feito
por intermédio de Edinho Silva (PT), que na ocasião era o tesoureiro da
campanha de reeleição de Dilma Rousseff à presidência da República. O
empresário disse que também tratou do assunto com Dilma, que teria confirmado a
necessidade do repasse e recomendado que Pimentel fosse procurado.
Joesley e o atual governador mineiro teriam se
encontrado no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. O dono da JBS disse em
depoimento ter recebido a orientação de fazer o pagamento dos R$30 milhões por
meio da compra de participação de 3% na empresa que detém a concessão do Mineirão.
Ele teria sido apresentado ainda no aeroporto ao dono de uma construtora.
"Nos contratos, agora nós somos donos de 3% do estádio. E eu acho que esse
rapaz de alguma forma passou o dinheiro para o Pimentel", disse o empresário
em seu depoimento à PGR.
Segundo documentos entregues por Joesley à PGR,
a construtora mencionada é a HAP Engenharia. Ela é acionista da Minas Arena,
concessionária responsável pela reforma do Mineirão para a Copa do Mundo de
2014 e atual administradora do estádio.
Investigado na Operação Lava-Jato, Joesley
Batista teve seu acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) na semana passada. Ele e seu irmão, Wesley Batista, prestaram
depoimentos que comprometem políticos de diversos partidos e entregaram também
gravações de conversas com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e
com o senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Por decisão do STF, Aécio teve seu
mandato suspenso.
Texto e Foto: Assessoria de Comunicação do Deputado Estadual Fabiano Tolentino
Com
informações da Agência Brasil
Deputados Fabiano Tolentino (E) e
Sargento Rodrigues (D)

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