Planos de saúde populares podem começar a ser
vendidos ainda este ano, anunciou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O início
da comercialização depende da conclusão de análise técnica da Agência Nacional
de Saúde Suplementar (ANS) sobre a flexibilização da regulamentação de planos
de saúde no país. Na semana passada, o grupo de trabalho inicial responsável
por analisar o tema publicou seu relatório final.
Segundo
Barros, com o aumento do acesso privado, o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá
oferecer melhor atendimento a quem não pode pagar por um plano, um contingente
de 150 milhões de brasileiros.
“Ao
Ministério de Saúde compete dar saúde a todos os brasileiros, que tem ou não
tem plano de saúde. É isso que determina a Constituição. Evidentemente, quanto
mais brasileiros tiverem cobertura de planos pagos por seus patrões, patrocinadores
ou pagos individualmente, esses brasileiros diminuem a pressão sobre a fila do
SUS, que atende aqueles que só dependem do SUS, não tem capacidade financeira
ou a sua empresa não pode ofertar um plano de saúde para aqueles
trabalhadores”, disse o ministro.
O ministro explicou que o objetivo do Projeto
de Plano de Saúde Acessível é ampliar ao máximo a cobertura de planos de saúde
à população “para que esta responsabilidade de financiamento da saúde seja
dividida”. “Já é hoje 55% do investimento em saúde do setor privado e 45% do
setor público. Então, quanto mais nós tivermos a cooperação de empresários
financiando a saúde de seus funcionários, de planos individuais, mais qualidade
nós podemos oferecer a quem depende do SUS”.
Para tanto,
Barros informa que estão sendo analisadas alternativas como flexibilizar o rol
mínimo de atendimento, regionalizar a cobertura para os procedimentos e a
co-participação do beneficiário no pagamento dos serviços utilizados. Segundo
ele, “na maioria dos casos, a ANS diz que aquela opção já está disponível no
mercado”.
Texto: Akemi Nitahara /
Agência Brasil
Foto: Internet
Planos de saúde podem estar disponíveis ainda este ano

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