A oitava
edição da Black Friday, que ocorrerá na próxima sexta-feira (24), deve
consolidar o evento como uma das principais datas de vendas do comércio
brasileiro. As estimativas apontam um volume de negócios próximo de R$ 2,2
bilhões, 20% a mais que em 2016. No entanto, o consumidor brasileiro ainda
demonstra desconfiança com a Black Friday, como revela pesquisa realizada pelo
Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos
Dirigentes Lojistas (CNDL).
Segundo o levantamento, que ouviu
1.616 pessoas nas 27 capitais brasileiras, 39% dos consultados planejam fazer
compras durante a promoção, enquanto 43% também querem comprar, mas vão
analisar os preços antes. O índice reflete a dúvida surgida nas edições
anteriores de que parte das lojas simulava descontos e, na verdade, cobrava os
mesmos preços de antes, ou oferecia reduções muito pequenas.
Esse
receio provou reações de instituições de defesa do consumidor. No ano passado,
por exemplo, ação do Ministério Público da Paraíba levou à prisão de quatro
gerentes de lojas pela suspeita de fraude. Em São Paulo, desde 2013 o Procon
faz levantamento prévio de preços dois meses antes do evento para combater
fraudes. “O tamanho do desconto depende de que se faça pesquisa desde já,
anotando e comparando os resultados da busca. É um exercício que exige
paciência e certa disciplina”, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela
Kawauti.
Apesar
da desconfiança, em geral, o consumidor gosta da promoção. Numa escala de 1 a
10, a satisfação com a Black Friday do ano passado foi de 7,3. Em 2015, havia
sido 8,5. E 85% dos consultados consideram que valeu a pena comprar na
liquidação.
A
pesquisa revela também que os consumidores consideram gastar cerca de R$ 1 mil
este ano. Smartphones (29%),
roupas (28%) e eletrodomésticos (25%) lideram o desejo de compra. Os ambientes
preferidos são os sites de
lojas nacionais (56%) e os shopping
centers (23%). Os consumidores que pretendem comprar apenas no
dia da Black Friday somam 40%, enquanto 26% calculam que vão adquirir produtos
ao longo de novembro.
Texto: Decio Trujilo / Agência Brasil
Foto:
Internet

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